No que ele mesmo chamou de “Dia da Libertação”, o ex-presidente Donald Trump anunciou uma das medidas mais controversas do comércio global: o aumento das tarifas de importação em nome da “reciprocidade”.
A proposta parece simples: se o Brasil cobra 11% sobre produtos americanos, os EUA deveriam cobrar o mesmo percentual sobre produtos brasileiros. Mas por trás dessa retórica está um movimento que pode desestabilizar cadeias produtivas inteiras.
Tarifas recíprocas: o efeito dominó que ninguém quer
Imagine o que acontece quando um país decide encarecer artificialmente tudo o que importa: o consumidor paga mais, compra menos, a indústria reduz a produção, e o comércio trava.
De acordo com a OCDE, se as tarifas se espalharem globalmente, o mundo pode perder 0,3% do PIB nos próximos anos. Pode não parecer muito, mas isso representa centenas de bilhões de dólares evaporando da economia — dinheiro que deixará de circular em empregos, consumo e investimentos. A inflação também tende a subir: a própria OCDE já elevou em 0,3% a previsão para os países do G20.
Enquanto isso, países como China, Canadá e União Europeia reagem com retaliações. Resultado: menos exportações, menos empregos, mais incerteza.
Implicações para Empresas Brasileiras
A tempestade também chega por aqui.
Mesmo que o Brasil ainda não esteja no centro das sanções, Trump já mencionou o país como um exemplo de desequilíbrio tarifário. Isso acende um sinal de alerta para exportadores e importadores brasileiros.
O real se desvaloriza, os insumos ficam mais caros e a inflação aperta. Quem depende do mercado externo — seja comprando ou vendendo — sente a pressão antes mesmo das medidas entrarem em vigor.
País | Taxa cobrada dos EUA (%) | Tarifa imposta pelos EUA (%) |
---|---|---|
China | 67,00 | 34,00 |
União Europeia | 39,00 | 20,00 |
Vietnã | 90,00 | 46,00 |
Taiwan | 64,00 | 32,00 |
Japão | 46,00 | 24,00 |
Índia | 52,00 | 26,00 |
Coreia do Sul | 50,00 | 25,00 |
Tailândia | 72,00 | 36,00 |
Suíça | 61,00 | 31,00 |
Indonésia | 64,00 | 32,00 |
Malásia | 47,00 | 24,00 |
Cambodja | 97,00 | 49,00 |
Reino Unido | 10,00 | 10,00 |
África do Sul | 60,00 | 30,00 |
Brasil | 10,00 | 10,00 |
Bangladesh | 74,00 | 37,00 |
Singapura | 10,00 | 10,00 |
Israel | 33,00 | 17,00 |
Filipinas | 34,00 | 17,00 |
Chile | 10,00 | 10,00 |
Austrália | 10,00 | 10,00 |
Paquistão | 58,00 | 29,00 |
Turquia | 10,00 | 10,00 |
Sri Lanka | 88,00 | 44,00 |
Colômbia | 10,00 | 10,00 |
Fonte: Rico
* Itens só entraram na cesta do IPCA a partir de 2020.
Brasil é um país menos tarifado, mas ainda em zona de risco.
Para alguns analistas, isso coloca o país numa posição estratégica: menos afetado diretamente, com espaço para ganhar competitividade internacional, especialmente no agronegócio e setores que concorrem diretamente com exportadores dos EUA. Se Europa e China impuserem sanções aos produtos americanos, o Brasil pode ocupar esse vácuo — e ganhar market share nas exportações.
Mas antes de comemorar, é importante lembrar: as incertezas continuam altas. Os mercados reagiram com queda global, o índice de volatilidade (VIX) disparou, e a confiança do investidor segue abalada. Como resumiu um gestor de fundo: “É inflação na veia, atividade para baixo e um recuo muito grande na confiança.”
Além disso, mesmo com impacto marginal nas exportações, o ambiente macroeconômico se torna mais instável. Juros globais mais altos, desaceleração dos EUA e uma possível recessão ainda podem impactar o Brasil indiretamente — afetando o crédito, o consumo e, claro, a capacidade de pagamento de empresas e pessoas físicas.
O que isso significa para o seu negócio?
Empresas brasileiras correm o risco de perder competitividade se não se adaptarem rapidamente. Menos consumo, margens apertadas e aumento nos prazos de pagamento criam o cenário perfeito para o crescimento da inadimplência.
E quando o dinheiro some, ele some primeiro da carteira do cliente. Depois, do caixa da sua empresa.
Dinheiro Aperta E Pagamentos Atrasam
Nesse novo cenário de instabilidade, as empresas não apenas vendem menos — elas também começam a receber menos. E muitas vezes, sem aviso.
O cliente que pagava em 15 dias agora demora 60. Aquele contrato garantido vira uma sequência de promessas. E o problema não está só nos maus pagadores, mas em bons clientes que estão sofrendo com o momento econômico.
Você conhece alguma empresa que teve que cortar equipe, renegociar aluguel ou adiar projetos por conta de atrasos nos recebimentos? Em tempos assim, quem tem um processo de cobrança eficiente não apenas sobrevive — cresce.
Automatizar é sobreviver
Cobrar não é apenas lembrar um cliente de um boleto vencido. É manter um relacionamento saudável, prever comportamentos e agir antes que o problema exploda. Só que isso, em escala, é impossível sem tecnologia.
Em um cenário assim, contar apenas com cobranças manuais é como remar contra a maré. É aí que entra a Neofin — uma plataforma que transforma a gestão de recebíveis em vantagem competitiva.
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Não espere que a crise aperte ainda mais. Você pode não ter controle sobre as tarifas de Trump ou os rumos da economia global. Mas pode — e deve — ter controle total sobre como sua empresa lida com os seus recebíveis.
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